domingo, 10 de agosto de 2008

Presente: brinquedo X roupa


Hoje estava me lembrando de como eu via os presentes que ganhava no meu tempo de moleque.

A coisa que deixava mais sacaneado da vida era quando ganhava roupa. Era simplesmente o fim. Não conseguia esconder minha decepção, agradecia por educação. Quando minha mãe ou uma de minhas avós me vinha com aqueles embrulhos “moles”, eu já sabia que ali não tinha nada que prestasse. Bom mesmo eram aquelas caixas quadradas, arredondadas, etc, que só de ver entusiasmava, pois de fato era uma surpresa, não importava o tamanho.

Uma roupa por mais chique que fosse não passava de um presente chato. Nem presente era. Um brinquedo, por mais chinfrim, merecia um “brigado!” mais entusiasmado. Era um presente. Ganhar roupa de presente era como se divertir fazendo lição de escola. Nada a ver. Era porque roupa não tinha utilidade nenhuma, aquilo não prestava pra nada, aliás, roupa eu já tinha.

Minha mãe e minha avó é que ficavam com aquele papo que era o que eu estava precisando. Agora brinquedo é que era legal, servia pra se divertir o dia inteiro, com os amigos ou sozinho mesmo. Se fosse novo então, “vixi!”. - Sou mais um brinquedo velho que uma roupa nova! Mãe e vó não entendem nada de presente, conclui.

Só depois de virar gente grande é que percebi que presente pra criança não é brinquedo – com o perdão do trocadilho. Os adultos têm uma lógica sem sentido para a molecada, assim como o raciocínio da molecada, é inconseqüente para os adultos. Ao final, acaba prevalecendo na gente a sensatez, o juizo, o pensar no dia de amanhã. Uma atitude necessária e tão insossa como ganhar roupa em dia de festa.

Com quem andas..


Quando o PT era um bando de xiítas barbudos, grevistas, baderneiros, arruaçeiros, e etc., como eram tratados pela grande imprensa, seus membros costumavam chamar o sr. Paulo Maluf, José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Orestes Quercia e companhia bela, de ladrões. Tudo o que estes representantes da elite faziam era maracutaia, gatunagem, rapinagem do dinheiro público. Abusavam de seus cargos públicos pra tirar vantagem.

Hoje o outrora “presidente de honra” do partido virou presidente da nação, e sintomático, todos aqueles que não prestavam, fora os que já morreram, fazem parte de sua base aliada. É uma grande confraria. Assim como tem sido sintomático o nível moral dos escandalos a que medalhões do partido tem s'enfiado. Parece ter havido uma contaminação, ou uma “distensão ideológica”, um abrandamento daquele espírito impoluto.

Nesse sentido, é penoso ver uma figura histórica como aquele advogado que defendeu Lula quando ainda presidente do sindicato do ABC, fora detido e enquadrado na Lei de Segurança Nacional, lhe deu guarida jurisdicional em período de exceção. Hoje esse advogado, o sr Luiz Eduardo Greenhalg, se utilizando de suas credenciais pra intervir por um banqueiro da pior estirpe, sem o menor escrúpulo, sem a menor consideração a si mesmo, à sua imagem, sua história, ao governo e ao partido. O que virou e o quê está virando esse partido, e essas pessoas? Aonde vão parar? A quem querem entregar o país? Em troca de quê?

A luta continua...

domingo, 3 de agosto de 2008

E se o álcool deixasse de ser brasileiro?


Imagine o etanol fabricado no Brasil passar a pagar royalties prum magnata inglês. Pois é, jornal Estadão de sexta, dia 1º de agosto trás a reportagem “Richard Branson quer investir em etanol no Brasil”.

A matéria diz que o Bilionário citado, mandou dois homens de confiança pra analisar o mercado de álcool e negociar com usineiros brasileiros uma parceria que consistiria em as usinas brasileiras passarem a produzir um “etanol de segunda geração”, o isobutanol, que é um processo que ao invés de usar enzimas, usa microorganismos geneticamente modificados. Segundo a matéria, “o isobutanol é tão eficiente quanto a gasolina, mais fácil de ser distribuído, pois não se mistura à água, não exige mudanças no motor do carro e ainda pode gerar outros subprodutos para a indústria química, como plásticos, polímeros, biodiesel e combustível para aviação.”

A intenção não é comprar usinas, é vender tecnologia. Traduzindo a galinha dos ovos de ouro: o usineiro brasileiro gasta cerca de 20 milhões pra converter sua usina pra produzir um combustível com tecnologia estrangeira e passa a ser mais um exportador de capital, e os gringos só embolsando sem investir um tostão no país.

Porisso é que eles estão com um sorriso de um lado ao outro na foto e segurando a bandeira do Brasil. Assim, até eu que sou mais bobo.

Mais fotos...







Fotos


Hoje vou transformar meu blog num fotolog.
Menina bonita...

m'encantei.
















Gostei de brincar com a máquina fotográfica. Belo divertimento, bela distração.

Ao final, a sociedade arca com a crise.


Simultânea incapacidade de oferta de energia e alimentos causou ventos inflacionário no cenário mundial. Ainda junto disso uma crise no setor de hipotecas nos EUA, contribuiu com a instabilidade do cenário.

Se o aumento de alimento atingiu principalmente populações de baixa renda, o custo do petróleo impregnou com inflação a economia como um todo pela medula. O aumento dos combustíveis. O mundo está assentado sobre o óleo negro.

Apesar de um alinhamento entre o Banco Central americano com o europeu, e da derrama de dinheiro pelo tesouro americano pra salvar o sistema financeiro, a economia mundial ruma para o fim da era de bonança e alto crescimento. O ajuste de demanda se fará via recessão.

Mas até que a economia assente, alguns setores serão beneficiados. Países produtores de petróleo estão achando ótimo a cotação do barril em patamares nunca vistos e com tendência de alta, os produtores de alimentos, como graõs, carnes, estão entusiasmados com o preço e com a expectativa de boa safra.

Sobre a política nacional, o governo brasileiro deve manter controlando o preço dos combustíveis por dois motivos: o primeiro e principal, é a inflação. Se o governo na conversa de garantir ganhos pra meia duzia de acionistas deixasse o preço dos combustíveis correr solto, toda a política do Plano Real de contenção de inflação e moeda estável, viraria vinagre.

O segundo motivo são as eleições deste ano. Porisso é provável que após o fechamento das urnas, venha algum reajuste no preço dos combustíveis, mas algo restrito como o reajuste que houve a poucos meses atrás, nada de liberar duma vez pra que venha a atingir preços reais de mercado. Longe disso. Se um pequeno repique nos preços que eleve a inflação a quatro, cinco, seis por cento, já preocupa o governo e o Banco Central, o que dirá tomar uma medida que certamente trará fortes conseqüências como a indexação da economia, (mais)greves, etc.

O que podemos esperar é esse aumento do preço dos combustíveis após as eleições junto com a política de juros altos do BC, afetando o consumo. As consequências, as mesmas de sempre: a explosão da dívida pública e uma cada vez maior transferência de dinheiro para os bancos. Ah, claro, não podemos esquecer, se o aumento dos juros aumenta a dívida pública, o governo precisará captar mais dinheiro pra mandar pros bancos, e quem vai pagar a conta é a sociedade que já paga pouco imposto, não é verdade?

sábado, 2 de agosto de 2008

1º medalha de ouro em Pequim.






Na categoria “Afastamento por Doping” sete “membras” da delegação russa foram afastadas por suspeita de fraude nos testes de dopagem.
Concorrem ainda à medalhas, o ar mais poluido, o céu mais azinzentado de uma olimpíada, classificado na categoria “não está me cheirando nada bem”. Outra categoria em que o país pretende impressionar é pela poluição na água, em que depois de um contingente de aproximadamente 10.000 soldados do exécito chinês fazer um arrastão no rio que será utilizado para provas de canoagem para a retirada de algas, ficou a água suja, motivo das algas se darem tão bem alí, concorre na categoria “merda pra todo lado”. Comentaristas dizem que os vencedores ganharão “merdalhas”.

Outra competição muito esperada é a que os competidores atravessam o Mar da China até o Japão, vão até a cidade de Kioto, assinam um “protocolo” e retornam. Os competidores serão analisados no quesito “não poluição”durante a prova em todo o trajeto. Destaque especial para as delegações dos Estados Unidos e da China.

Os turistas ocidentais poderão ver de perto e até tirar fotos de uma legítima “caça ao tibetano libertário”. Parecido com o que aqui no Brasil ficou conhecido como “farra do boi”, em que populares corriam atrás de um bovino e o espancavam. Lá é um pouco diferente, pois a caça se trata de um ser humano que não quer ser conduzido bovinamente pelo Estado. O ritual consiste em que tropas de seguranças cercam o indivíduo – pode também ser realizado na modalidade coletivo – descem o cacete nele, e o levam preso. Analistas consideram o período olímpico propício para este movimento cultural muito expressivo.

A diversidade cultural oriental dessa civilização milenar impressiona. Não adianta pedir informações sobre onde ficam os direitos humanos, ou a liberdade de expressão, que você não será compreendido, aliás, melhor não insistir no assunto principalmente pra uma autoridade. É um tabu, considerado como gafe.

Os chineses prometem fazer bonito na “corrida de milionários” devido ao fato de o país ter de poucos anos pra cá, criado um contingente de milionários, bilionários e triliordários como nunca antes visto na história. O problema não é explorar mão de obra, pagar baixos salários para trabalhadores sem direitos. Não é por acaso que o regime tem o operário como herói. Devastar o meio ambiente, acumular riquesas, nada disso é problema. O problema é não ser filiado ao Partido Comunista. Uma vez membro do PC, o empreendedor recebe uma cartilha com os ensinamentos de Karl Marx, o teórico da revolução proletária incluindo aquele que diz: “Proletários do mundo, laissez-faire, laissez-passer!”.