quarta-feira, 11 de maio de 2016

Maior risco de cana para quem não pagar pensão.

A polícia civil de Curitiba desencadeou uma operação sobre os não pagadores de pensão, a "Operação Obrigação". De 30 mandatos expeditos perto de 20 devedores já estariam no xilindró. A lei ficou mais rigorosa este ano e pelo jeito a casa vai cair pra muita gente.

Talvez seja mais negócio atrasar o carnê das Casas Bahia, a padaria, o armazém, a tv a cabo, do que a pensão. Ver viatura encostando na porta de casa ou do trampo e ainda sair algemado pode ser meio constrangedor. Pro cara tomar um "impeachment" é um pulinho. Pra quem paga pensão fica o alerta: a lei está mais severa. Não pagou, cana! Te cuida.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Waldir "Aquiles"Maranhão.


Aquiles, herói da guerra de Troia, ante o dilema de ter vida longa e ser esquecido ou ter vida curta e ser lembrado para sempre, alcançar a eternidade, optou pela segunda.
Waldir Maranhão pode não ser lá a melhor comparação com o mito do semi-deus grego, porém, praticamente trocou seu mandato de parlamentar desconhecido que ia até 2018, por uma fagulha que irradiou luz até a imprensa internacional, foi a personalidade nacionalmente mais comentada do dia - para o bem e para o mal - mas que provavelmente terá vida curta. Botou seu nome na história. 

Seus próprios correligionários ameaçam tirá-lo não só da presidência da câmara como cassar seu mandato. Ato infame, acintoso para os que dão como certo a troca de poder. Magnânimo, um herói, para os que ainda lutam, buscam algum meio, têm alguma esperança de reverter o processo de impeachment. Maranhão foi a "pegadinha" do dia. Agora tudo volta ao "normal". O golpe volta ao normal. O palácio do Jaburu (a conspiração) volta à normalidade. A quarta-feira promete. 
Apesar de assecla de Cunha, Maranhão não contará com a benevolência e solidariedade de seus pares. Esse é seu "calcanhar de Aquiles". Como na Grécia antiga, o mito se confunde com a tragédia. Tragédia que promete atingir principalmente os mais fracos, os mortais.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Você sabe o que é eufemismo?

Eufemismo é um termo mais brando para suavizar expressões mais diretas e desagradáveis.

A expressão "flexibilização de direitos", que deve aparecer cada vez mais, é um bom exemplo de eufemismo.Quando ouvi-la ou lê-la por aí, entenda como PERDA DE DIREITOS.

Os direitos que empresários e legisladores planejam tirar da população e dos trabalhadores são os direitos sociais e os trabalhistas (Bolsa Família, Férias,13º, Fundo de Garantia...)

Temer, que já se sente presidente, articula um projeto de governo mais ligado ao capital (aos patrões). A FIESP e a FIERJ, os dois maiores sindicatos de patrões do país estão preparando seu conjunto de medidas a ser enviadas ao "novo" governo. Para eles, os trabalhadores têm muitos direitos e custam muito caro, então querem baratear a folha de pagamentos retirando direitos ou na linguagem deles "flexibilizando" direitos. Acompanhe o que acontece com seu país, são seus direitos que estão em discussão.



Cunha: o protegido do STF


Fim de linha.




Dando uma volta pelas redes sociais no dia seguinte da aprovação da abertura do processo de impedimento de Dilma (face e twitter) se percebe a crítica aos golpistas mas também aos erros de seu governo. Os 137 votos que restaram ao governo num universo de 513 não dá margem nenhuma de governabilidade caso permaneça. Os partidos que votaram a favor do governo o fizeram porque acreditam ser o impedimento um golpe e o "novo" governo representar o fim das políticas sociais e não por concordar com a política de Dilma. Pelo contrário. PT, PC do B e Psol são críticos ao governo.

Se o processo for derrubado no senado, como governará? Com que base de apoio? Vai ficar por ficar no poder? Dilma age como um elefante numa loja de louça, cada vez que se mexe, atenta contra si mesmo, piora as coisas. Lula também é um crítico seu, até porque Dilma lapida seu patrimônio político.

Confesso não ver horizonte viável, sustentável para o governo Dilma, ainda que concorde que o impedimento seja um golpe.