quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Posseiro de Honduras


Dentro em breve, Zelaya poderá requerer a propriedade da embaixada brasileira por 'usucapião'.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sexualida acadêmica

No mês passado, uma aluna de uma universidade paulista passou pelo constrangimento de passar pelo que a imprensa chegou a chamar de “assédio em massa”.


Apesar de hoje em dia as universidades estarem prontas para uma atitude conservadora, não foi bem isso o que aconteceu – no meu entender.

Não foi uma atitude conservadora, moralista, porque não foi um protesto, pelo menos por parte da maioria. Apesar de ter sido xingada, foi por uma minoria.

O que algumas mulheres precisam aceitar e considerar, é que o corpo da mulher chama a atenção dos homens. Parece óbvio, mas é negligenciado por algumas calorentas, e quando mais os trajes são apelativos, maior é a instigação masculina. Se acrescentar a isso uma situação em que há um enorme contingente de adolescentes que estão no paroxismo da testosterona, isso pode virar uma bomba.

Já presenciei em shopping, uma menina que numa micro-saia chamava a atenção ao subir pela escada rolante, com cara de que estava adorando ser o centro das atenções e das manifestações. Ela sabia o que estava fazendo. Como é um ambiente de menor concentração e de contingente variado – mulheres, adultos, idosos, etc – alguns estavam babando, mexendo, fazendo comentários, a menina gostando, rindo com sua amiga como se não fosse com elas, mas ninguém “passou o sinal”. Não sei se uma menina dessas liga para a fama que pode vir a ter na escola, na vizinhança, e inclusive entre suas próprias amigas.

Se uma mulher quer ir à faculdade com um vestido, uma saia curtíssima, não é questão de ser moralista, mas é maior a chance dela ouvir impropriedades. Quanto mais insinuantes os trajes, mais insinuantes os olhares, os comentários, e menor o respeito. Da mesma maneira, as pessoas que se aproximam de uma mulher que está com o corpo à mostra, é nisso que estão mais interessados. Por outro lado, a molecada adora uma “zoeira”. “Vô só pá zuá!”

Quanto aos moleques, além de serem meio imaturos, estão com sua sexualidade em ponto de bala. Dependendo da idade, masturbam-se mais de uma vez ao dia e só pensam “naquilo”. Aparece uma mulher semi-nua à frente, ficam subindo pelas paredes.

Deixando bem claro, se os meninos têm o direito de ter uma fase em que sua sexualidade está saindo pelos poros, as meninas também o têm, o problema são as consequências.

A universidade como espaço de liberação sexual e de costumes, de politização, já passou. As vezes dá uma recaída aqui e acolá, rola um protesto, umas palavras de ordem, nada tão expressivo. Principalmente universidades particulares que são shoppings de diploma, um ambiente estéril para movimentos e manifestações libertárias ou de contestações.

Se pelos jovens acadêmicos o Brasil cresceu e conspirou contra a ordem, absorveu o que havia de mais novo e irreverente na Europa transformando as novas ideias em inconfidência mineira, o sentimento de independência, o movimento abolicionista, e outros mais, hoje esses estabelecimentos propagam o individualismo, o visual yuppie, e o consumismo.

O caso não foi desencadeado por uma atitude conservadora coletiva, mas por um contingente sexuado e alienado.



Já havia concluido o texto quando li no Terra que a menina foi expulsa da instituição por “gestos e atitudes inadequados”, apesar de a direção da faculdade não saber explicar quais foram eles. Segundo nota da Uniban publicado no jornal O Estadão, de domingo, 08 de novembro, “A atitude provocativa da aluna buscou chamar a atenção para sí.”

A atitude conservadora e moralista, partiu da direção da universidade,

Coincidência

Tem coisas que parecem ligadas a um determinismo que faz acreditar que têm vida, ou que são guiadas por alguém – bem sacana, diga-se de passagem.


Um mero parafusinho, com todos aqueles ângulos, é impensável conseguir dar uma direção determinada ao jogá-los no chão ou em qualquer outro lugar, mas parece que tem vida própria ao,na grande maioria das vezes em que cai no chão, acabar indo direto para o lugar mais difícil de achá-lo. Muito raro parar em lugar de fácil visão, no geral corre para baixo do móvel mais difícil de procurar.

Na hora do almoço, uma bela macarronada, a gente encosta o prato na assadeira para evitar sujar a toalha, mas, um fiapo malabarista consegue se desgarrar e bem na hora passa pelo último vão da última fresta e vai direto para a toalha. Tente alguém ter uma pontaria dessas. Nem Guilherme Tell em dia inspirado. Porém, como tendo vida e sendo mandado pelos infernos, o macarrão abusado só sossega quando atinge seu alvo: a toalha.

Andando por aí, seja do chão, seja do céu, uma gotícula aparentemente de água, desafiando todas as estatísticas, faz um percurso enorme e atinge justo a lente dos óculos de uma pessoa em movimento. Uma coisa impossível de se conseguir por mais que se planeje. Mas acontece.

Tem coisas que ficam dificil acreditar que são mera obra do acaso.

Refinaria em Pernambuco da Petrobras e PDVSA.

Saiu um informe na página da Petrobras, com repercussão por toda imprensa de que a empresa e a PDVSA venezuelana fecharam acordo para construir a refinariaAbreu e Lima de óleo pesado em Pernambuco.


Praticamente todo o petróleo extraído pela Petrobras até o pré-sal, é esse óleo pesado. É um petróleo com menor capacidade de gerar combustível e, pode-se dizer, que algumas refinarias brasileiras não estão “calibradas” para o refino deste óleo. Por isso, o país importa e exporta petróleo. Vende um óleo pesado, de menor qualidade e mais barato, e compra um óleo mais leve, de melhor qualidade e logicamente mais caro. Há um outro projeto, o do “Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, a COMPERJ, em Itaboraí, que deverá produzir resinas termoplásticas e combustíveis, também tocada com óleo pesado.

Essa refinaria em associação com a Venezuela, vem ajudar transformar o petróleo nacional e venezuelano (em partes iguais) em principalmente “óleo diesel com baixo teor de enxofre”, conforme o blog Petrobras Fatos e Dados.

Disse que lá em cima, “o petróleo extraído até o pré-sal”, porque o que foi descoberto abaixo da camada de sal, recentemente, é um óleo mais leve, comparável ao tipo brent, negociado na bolsa de Londres. Há uma graduação para o petróleo que vai até 50, o mais leve. O tipo brent tem graduação 30, enquanto o do pré-sal está por volta de 28,5, enquanto que o óleo das jazidas mais antigas,as vezes não passam de 20.

O problema é que extrair petróleo do pré-sal requer muito dinheiro e investimento, e leva tempo para dar retorno. A Petrobras que é especialista em exploração em águas profundas e ultra-profundas precisa de muita engenharia para puxar esse óleo para cima, pois as plataformas são muito mais caras.

Calcula-se que aproximadamente em dez anos o país começará a se valer desse recurso do pré-sal, até lá, é se virar com o que temos.

PDT de direita

Ouço no rádio uma propaganda política do PDT e continua minha eterna incompreesão: como um partido pode ter uma personalidade tão diferente em dois estados tão próximos?


O PDT, que teve como sua figura principal, o sr Leonel Brizola, e uma personalidade trabalhista, meio esquerdista no Rio de Janeiro, sempre foi um partido de direita em São Paulo.

Durante muitos anos, sua principal figura em São Paulo, foi o sr. Francisco Rossi, um malufista enrustido. Direitista igual, porém sem nenhum envolvimento em falcatruas como Paulo Maluco,(chegando Rossi a apoiar Maluf no segundo turno de uma antiga eleição) mas conservador e reacionário como os religiosos costumam ser.

Hoje, quem “domina” a área do partido em Piratininga, são os sindicalistas – de resultados – a dupla da Força Sindical, Paulinho e Medeiros, aquele que apoiou Collor em 89.

Paulinho, que sempre foi anti Lula, anti PT, anti CUT, etc, quando apareceu envolvido num escândalo em que sua mulher foi acusada de ter levado uma grana do BNDES e seu nome estava no meio, logo declarou seu apoio à Marta Suplicy, e como a loira estava caindo pelas tabelas, vendeu a alma ao diabo, aceitando o apoio. Como Marta faz parte do mesmo partido do presidente, o caso sumiu, não tendo mais polícia federal, delegado, swat, rambo, 007, correndo atrás de ninguém. Parece que deram um cala-boca em todo mundo. Como diz o ditado popular, uma mão lava a outra.

Não entendo, um partido que demonstra tanta ética no Rio, chegando a romper com o governo por causa de seus descaminhos, em São Paulo é outro partido, tem outra orientação, outros apelos e interesses. Lembra o PMDB que é um balaio de gatos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Os índios

Sobre o acidente ocorrido com uma aeronave da FAB, na região amazônica, em que foram achados nove sobrevientes em perfeitas condições, tendo ainda dois tripulantes que não tiveram a mesma sorte, um major brigadeiro teria relatado a importância da ajuda dos índios, os primeiros a achá-los e a prestar auxílio.


Há não muito tempo atrás, nessa mesma região norte do país, um helicóptero teria sobrevoado uma aldeia de índios que não teriam tido contato ainda com a civilização, e teriam hostilizado a aeronave dando flexadas, mandando insultos e tal. E se esse avião caísse próximo a uma tribo dessas?

Voltando “um pouquinho” no tempo, Américo Vespúcio, em 1501, a serviço da corte portuguesa, navegando pelo litoral brasileiro, teria tido seu primeiro contato com os índios. Dois marinheiros que haviam descido da embarcação para explorar a região, não teriam voltado. Um terceiro, depois de se afastar da praia com algumas índias, apareceu morto, sendo carregado por uma delas. Dos navios, os europeus teriam tentado espantá-las, disparando tiros dcontra elas, mas elas se revoltaram, assaram e comeram o morto, para espanto e pavor dos navegantes.

Francisco Chaves, um português a que foi confiado oitenta homens para s'embrenhar pelo sertão brasileiro a procura de ouro e outras riquezas, nunca mais retornaria, acreditando-se terem sido provavelmente trucidados pelos índios carijós.

Em 1556, o bispo D. Pêro Fernandes Sardinha, foi chamado à corte, sua embarcação naufragou na altura do litoral alagoano. Os sobreviventes, entre eles o próprio bispo, foram devorados pelos nativos.

Se os índios hoje são tidos como “aculturados”, termo criticado pela antropologia, parecem ter abandonado sua culinária antropofágica. E os “brancos” que parece serem coitados, foram implacáveis em exterminar milhões de indígenas.

'Relouim' o escambau!

        
 Só ponho bebop no meu samba
                         Quando Tio Sam pegar no tamborim
                                                                   Gordurinha

Chegou a datazinha em que povo colonizado adora. Como já disse antes, tem povos que se tornaram escravos por imposição. Foram derrotados em batalhas e se tornaram servos. Apesar de inconformados com sua situação, é a condição que lhes resta. Já outros povos acabam se tornando servo por voluntarismo.

Apresentam-se ao seu colonizador como um cachorrinho abanando o rabo na maior felicidade, e o melhor exemplo dessa deprimente situação são os brasileiros, que tão cordeirinhos ficam comemorando esse tal de relouim. Adoram tudo o que faz parte da cultura e costume americano.

Não tem norte americano que anda por aí vestindo camisa com a bandeira brasileira, mas não faltam brasileiros que botam a bandeira americana em tudo. Além de camisetas, pintam carros, motos, muros, o fiofó, fazem tatuagem e tudo que se possa imaginar com a bandeira americana. Que pobreza, que miséria.

Há algumas décadas atrás, quando Lula corria o risco de se tornar presidente, faziam uma espécie de terrorismo dizendo que se o PT chegasse ao poder, iriam pintar a bandeira brasileira de vermelho. Hoje, pelo jeito tem muita gente – com muitas escolas atreladas – querendo trocar a bandeira brasileira pela americana.

Não vou fazer o discurso de que deveríamos “comemorar o saci” por ser nacional porque parece uma coisa meio chatinha. Vejo essas coisas, como o folclore, meio ultrapassadas. As aulas sobre folclore sempre foram uma coisa insossa, mas macaquear costumes alienígenas de gosto discutível, tem uma boa distância. Aí não!

Quem sabe algum dia os americanos descubram que os brasileiros podem contribuir com seu relouim. Em vez de utilizar uma abóbora, que é alimento e cada vez mais é politicamente incorreto estragar alimentos, utilizem a cabeça – que é oca – desses colonizados, é só botar a vela dentro. Eles têm cara de bobo mesmo.