quinta-feira, 28 de março de 2013

Aécio, uma figura transtornada.


Aécio Neves mudou muito nos últimos anos. De uma pessoa ponderada e equilibrada, transformou-se numa figura raivosa e transtornada. Vive de bravatas sensacionalistas e interessadas. Esqueceu os ensinamentos de seu avô, o Tancredo, e começou a trilhar o caminho de uma direita rançosa e peçonhenta, tão sem projeto de governo quanto os que critica. É um personagem, decadente e patético, mas não passa de um personagem.

Só pra lembrar: antes da Dilma aparecer como sucessora de Lula, jornais de São Paulo afirmavam haver uma conversa de bastidores entre Lula e Aécio. O governador mineiro, que na época era uma figura ponderada e espelhava a imagem do avô, parecia ser o sucessor ideal para Lula. Aécio sairia do PSDB, migraria para o PMDB, e teria o apoio do presidente para sucedê-lo. Aécio nunca se manifestou assumindo qualquer negociação, nem acordo. Depois Dilma apareceu e o assunto sumiu, todo mundo esqueceu.

Agora o PSDB quer marcar presença em 2014. Só não tem candidato de peso. Serra, Alkimin, Tasso... O melhor nome talvez seja Aécio, mas esse discurso de pitbull hidrófobo, não pega, não encanta, pelo contrário, afasta, e pior ainda, queima o candidato.

As imagens publicadas no Terra ilustram bem isso. Aécio está transtornado, desfigurado pela raiva. Bom pra Dilma.

terça-feira, 19 de março de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cuba e Vaticano: 2 religiões

Cuba e o Vaticano são bastante parecidos: poder conservador, restrito número de cardeais monopolizam as decisões, e saindo um idoso, assume outro. Ambos estão em decadência porém têm seguidores no mundo todo.




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Yoani – somente uma blogueira.

Esses fascistas de esquerda envergonham o país. Acredito que a blogueira cubana Yoani Sánchez deve estar meio perplexa. Como que a parcela da sociedade mais atingida pela falta de liberdade de manifestação no período militar, age como os gorilas verde-oliva, impondo o silêncio a quem queira pensar e se manifestar fora do permitido.

“Podem me prender

Podem me bater

Podem até deixar-me sem comer

Que eu não mudo de opinião”.

Esse mantra da resistência ao regime militar foi enterrado. Os esquerdistas de hoje formam os saudosos pelotões de camisas negras da Itália fascista, ou os paramilitares nazistas e saem eliminando mentes opositoras à sua ideologia totalitária.

A agente do imperialismo ianque.

Do pouco que vi no blog da cubana, alçada pelos meios de comunicação contra Cuba, não vi nada significativo. Ela fala do cotidiano e algumas restrições, que de fato existem. Essa imprensa, a traduziu como uma dissidente, alguém que resiste bravamente contra o regime opressor. Só fumaça. Dos textos da moça que li, causou-me estranheza. Achava que iria encontrar pesadas críticas a toda estrutura do governo, uma linguagem ácida etc., e no fim não vi nada disso. A escritora simplesmente comenta seu cotidiano e pouco além disso. É água de batata.
Grupos de esquerda se mobilizam para impedir
 a blogueira cubana de falar. “Ela” é de direita.

Essa imprensa interessada, passou a dar a ela, espaço em seus jornais e a premiá-la. Ganhou vários prêmios pelo mundo, por virtudes que só eles vêem – querem ver.

Para o regime cubano e para a esquerda hirsuta, que habitam cavernas, todos que pensam diferente, que divergem, que não bajulam, são patrocinados pelo imperialismo ianque. São de direita. Militam pela queda do regime.

Até onde eu vi, li, e ouvi, não achei nada que a classifique como de direita ou esquerda. O clero da esquerda e da direita é que fazem a imagem e o perfil da moça. Ou melhor, o enchimento e o rótulo vêm da direita e da esquerda. Fora isso, ela é apenas uma blogueira que comenta sobre seu país. Quem não fala mal de seu país, a coisa mais comum hoje em dia?

De sua passagem pelo Brasil, sua maior virtude é ter saco pra agüentar esse bando de chatos igrejeiros, carolas reacionários, direitistas de esquerda.

Yoani, que simplesmente escreve num cantinho da internet, sofreu essa ojeriza toda. Manifestações, gritos, foi acusada de ser vendida – ou comprada – e mil coisas. Precisou de muita paciência, e talvez tenha sido um indicativo do que deva passar nos 80 países que tem na agenda. Já Renan Calheiros, continua livrinho, ninguém o incomoda. Mais uma vez assumiu a presidência de um poder, o legislativo, e não houve confronto, manifestação – houve uma meia-dúzia de gatos pingados, nada significativo – não entupiram o ambiente em que estava e nem o impediram de se manifestar, como fizeram com a moça. Esse cara sim, é de direita, pilantra, acusado de cometer alguns excessos.

Não deixe de ler.

Quem puder não deixe de ler a breve e importante coluna de Juca Kfouri, no caderno Esporte do jornal Folha de São Paulo, de 18 de fevereiro, de 2013. É uma pequena biografia moral de um influente dirigente do futebol nacional: o Sr. José Maria Marin.

Depois de contar um pequeno rol de pilantragens no mundo político e do esporte, como o roubo de uma medalha nas olimpíadas, que comprometeu a imagem do país para o mundo todo, termina pedindo ao leitor que reflita “em que mãos estão a CBF e o COL.”

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O ‘partido-suspiro’ de Marina

O novo partido de Marina Silva – que não tem nome de partido mas é composta de políticos como todo partido, é uma agremiação política como todo partido, tem filiação de eleitores como todo partido, elegerá pessoas como todo partido, defenderá interesses como todo partido e cumpre legislação de partido para sobreviver – faz cara de não partido.

Marina disse que não é de esquerda nem de direita, não é oposição nem situação, a agremiação não poderá receber grana da indústria de fumo, álcool, droga, armas agrotóxicos, nem de pecadores e vilões. Anjos, fadas, virgens, borboletas e joaninhas inspirarão a nova agremiação.

Só será permitida uma reeleição. Não sei se o partido tem alcance do que isso impõe na prática. Será que tem tanto quadro assim para que um deputado, um senador, depois de reeleito não possa mais se candidatar ao cargo, tão comum em todas as outras agremiações.

Parece muita ideologia, muito idealismo e pouca realidade. Parece um ‘partido-suspiro’: muito vento e pouca substância.

Assim como o DEM, o Partido Democrático, que é um partido político, porém, não se nomeia como tal, exatamente por causa da prática de pessoas como seus membros deixaram a política parlamentar no país, uma titica. Só que eles – como todos – dizem que os problemas são os outros, o que tem de ruim é culpa dos outros, eles são santos e puros num mundo profano.

A ‘#Rede Sustentabilidade’, como foi registrado é uma arca de Noé, ou um balaio de gatos, para ser mais direto. Tem gente que veio do PT, do PSDB, do PV, do PSOL. Vamos ver na hora de tomar posição, como vão agir. A Heloisa Helena, a ex-barraqueira do PT, que foi para o PSOL, e agora integra a nova agremiação, quero ver como as coisas funcionarão na prática, o posicionamento da legenda, ou se será mais um PMDB, um deita e rola, cada um faz o que bem entende.

É preciso dar pelo menos um ano para ver aonde a coisa assenta. Por enquanto, como já falei, é muito idealismo, muita conversa. Na hora em que a Dilma chamar pra conversar, a oposição jogar um chaveco, na hora em que aparecer um projeto polêmico, e principalmente, os lobistas, a grana, a tentação, aí é que o partido que não é partido vai testar esse seu idealismo inspirado nos anjos e fadas.

Amém pra eles.



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

História de uma negligência.



Por falar em falta de segurança, lembro quando trabalhava em um shopping aqui em São Paulo, numa época em que não havia celular, acho que estava começando a aparecer se não m’engano, e câmera ainda não existia. Hoje, principalmente em shopping, tem câmera pra tudo quanto é lado.

Trabalhava na praça de alimentação, e era um local que sempre tinha pelo menos um segurança, quando não mais.

De repente um cara começou a se estranhar com outros dois, e começou aquele lance de provocação, um com a cara perto da cara do outro, muita gíria. A coisa estava esquentando, e a mulher que acompanhava o rapaz, ficava gritando, para! para! para!... Talvez a causa do estranhamento entre os rapazes. O cara que deve ter mexido com a mulher estava em dupla, e o namorado da mulher não ia deixar barato. Foi tirar satisfações. Deve ter sido algo por aí.

As provocações de ambos os lados foram aumentando, mas eles estavam preocupados que algum segurança aparecesse e os repreendessem. 

Saiu o primeiro sopapo, e então deram uma separada pra não sujar. Ficaram procurando se nenhum segurança aparecia. Os clientes da praça de alimentação e os lojistas começavam a ficar com receio. Todo mundo procurava, olava prum lado e pro outro e nada de segurança. Um shopping na região da Avenida Paulista sem segurança é complicado
.
Os três tinham cara de perto dos vinte anos. Tudo molecada. Inclusive a mulher.

Saiu um segundo sopapo, uns insultos, uns gritos de para, vamo embora, mas ninguém arredava pé, e nem segurança aparecia. Todo mundo na praça assistindo o barraco armado. Quando eles perceberam que estavam livres, que a área era só deles, o pau fechou. O pessoal levantando das mesas, largando refeições, lanches, bebidas, os funcionários de dentro dos estabelecimentos só assistindo, e nada de segurança.
A mulher gritando, puxando um e outro, tentando separar a briga e os sopapos cantavam alto. Socos, pontapés, todos em volta da praça assistindo aquele full contact todo e nada de segurança. O cara que estava apanhando dos dois caiu perto de um dos estabelecimentos, e então os lojistas mais próximo abaixaram as portas. Eles quebrando a praça de alimentação todinha e nada de segurança.

Acredito que entre cinco ou dez minutos, o que numa hora dessas é muito tempo, o piso superior do shopping, bem na hora da briga, ficou sem um segurança. De repente, eis que um apareceu. 

O cara caído no chão com a cara toda amarrotada, a praça de alimentação parecendo Hiroshima depois da guerra, os clientes perderam suas refeições e o apetite, os estabelecimentos sem vender. Aí apareceu o primeiro segurança, que anunciou no rádio – pelo menos isso tinha na época – e em meio minuto, acho que o shopping todo ficou sem segurança, porque  eles se deslocaram para a “arena”, deviam estar todos ali. Um enxame. Se antes não tinha nenhum, agora todos estão ali.

O curioso foi que só tinha uma central de rádio, mas praticamente uns dez estavam – fazendo que estavam – falando no rádio. Estavam enrolando, pra esconder o vexame.

Por sorte nenhum cliente se feriu, não houve nada de grave. Foi mais prejuízo material. Se alguém tivesse armado poderia ter pintado e bordado que não tinha ninguém pra fazer alguma coisa. Com tantas facas e garfos ali, alguém poderia ter feito uma besteira maior, o que por sorte não aconteceu.
Depois disso eu saí de lá. Não sei se alguém foi mandado embora, se o shopping trocou de empresa de segurança, mas deve ter rolado cabeça. Foi um prejú grande.

Hoje, com câmera pra todo lado, mesmo que não haja um agente na área, um evento desses é notado rapidinho e alguém ou um grupo é deslocado para lá. Hoje, mais do que nunca, as paredes têm olhos. Até se a gente se coçar, tem gente ganhando o lance.