quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Clima de insegurança.

A nevasca na Europa e EUA parece encomendada. Menos de uma semana após o mundo não s'entender sobre emissão de poluentes e gases que alteram o clima, o hemisfério norte é brindado com uma baixa de temperatura que há muito tempo não se tinha notícia.


Depois de um ano em que a seca causou queimadas que incendiaram várias mansões e casas de campo, a nevasca evidencia que o tempo anda meio virado. De clima oscilando entre verão pra lá de tropical, ao inverno siberiano.

O hemisfério sul também não passa incólume. Secas que deixam o solo esturricado intercalado com enchentes e ventanias que destroem o que aparece à frente tem sido cada vez mais comum. Chuvas diluvianas arrasam tudo e causam alagamentos. O ser humano põe a intervenção na natureza em segundo plano, priorizando a produção econômica. Aí a natureza como bicho arredio destrói o que foi construido, causando muitos prejuízos, mortes e muitos sofrimentos.

O preço dos alimentos oscila conforme a natureza, devido à safra inprevisível. Basta não chover na hora certa de plantar ou um temporal, seca, ou geada na colheita e o preço pode disparar influenciando a inflação, fazendo com que a população coma produtos de menor qualidade e mais caros.

Agora a crise econômica acabou. No próximo ano a expectativa é que a economia mundial cresça de vento em popa, o que significa mais intervenção na natureza, muuuito mais emissões de poluentes pra que se produza tudo o que foi negociado, pra que se entregue tudo o que foi produzido, etc. Se o mundo voltar ao ritmo de 2008 – antes da crise – quando muitos setores não davam conta das encomendas, e a produção de petróleo estava emparelhada com o consumo mundial, e acrescentando que não há nenhum limite para poluir, podemos esperar um futuro marcante para as novas gerações.

Pare o mundo qu'eu quero descer!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Penitência natalina.

Ano passado consegui passar este período natalino sem ouvir “Então é Natal” – sei lá se é esse o nome – de Simone. Neste ano o destino não me foi tão generoso, mas continuo com meu santo, velas e patuás de plantão, porque até passar a data o território continua minado e ter que ouvir uma segunda vez ninguém merece. Livrai-nos deste mal!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Avatar, o mico.



Mais uma personagem que saiu direto do jogo (de poder) para as aventuras da campanha eleitoral. Soma de tecnologia e máquina pública, o enredo se dá quando Dilma, uma super-ministra usa de seus poderes para tentar voar mas não consegue decolar no mundo das pesquisas eleitorais.


Ela se imagina eleita no futuro, mas tudo pode não passar de uma realidade virtual não se sustentando na vida real, e esse é o dilema da personagem principal, fazendo com que pense que está em outro mundo.

Mesmo contando com o apoio e os palanques de um presidente já chamado de “sapo barbudo”, com mais de 80% de popularidade, precisa enfrentar o problema da falta de transferência dessa popularidade à candidata virtual, que na vida real, nega que a campanha começou, alegando que espera uma posição do partido, e que tudo tem seu tempo.

A disputa entre o real e o virtual – ela está inaugurando obras ou fazendo campanha – é acrescentado de outro componente, seu oponente real, Serra, um tucano careca, disputa por fora e consegue uma margem maior e real de intenção de votos, complicando a vida da personagem. É preciso muito esforço para tentar ganhar votos sem acordar a Justiça Eleitoral que dorme profundamente.

Fazem parte do elenco, Ciro Gomes, um ex-ministro que é pressionado para disputar o governo estadual, mas quer mesmo é a presidência, e Marina Silva, também ex-ministra, religiosa, consagrada pela bandeira ecológica de defesa do meio ambiente. Dilma, Ciro e Marina disputam praticamente no mesmo território um tirando voto do outro.

A meta é alcançar o planalto central e botar a “faixa”, no período de aproximadamente um ano. Mas para isso deverão não abrir mão de um recurso consagrado e não assumido: o “caixa 2”, que não tem nada de virtual.

A disputa que mostra embates velados e conspirações, promete esquentar após o encerramento da Copa do Mundo. Conchavos, abuso de poder, troca de favores, uma trama onde tudo pode acontecer tanto por baixo dos panos, como às claras com imagens pela imprensa, em campo aberto, com pastelão, baixaria e puxadas de tapete.

O ministério da bagunça adverte: há uma grande chance de a história não ter um final feliz.

Obs: a renda da bilheteria será destinada ao caixa 2 dos candidatos.



sábado, 19 de dezembro de 2009

Copenhage: clima esquenta e azeda a maionese.

Natureza não passaria no 'anti-dopping' e o mundo não está nem aí.


O mundo não se entende. Há meses atrás, na famosa “Rodada Doha”, divididos entre “ricos” e “pobres”, as nações empacaram, um bloco exigindo do outro atitude sobre diminuição de barreiras alfandegárias. Todos se acusaram de protecionistas e ninguém abaixou suas tarifas. Todos voltaram pra casa de mãos vazias.

A Conferência do Clima da ONU, a “COP15”, teve o mesmo roteiro, os mesmos protagonistas (antagonistas) e mesmo destino. Divididos em ricos e pobres imbuídos pela intransigência que comandou seus espíritos decidiram que todos estarão livres para poluir e deixar que a natureza dopada comande a insanidade climática.

Ficou assim: todo mundo promete pro papai do céu que vai diminuir as emissões de poluentes mas tudo depende da concorrência econômica. Ninguém tem compromisso com nada nem com ninguém. Se o planeta ficar com febre, vai ter que se virar por conta, ou contar com boa reza. O “fundo”proposto, acabou cheio de intenções e divergências, mas sem fundo.

Setores em que há uma disputa acirrada, são mais difíceis de pensar em gastos com meio ambiente como filtros, reciclagens, processos que causem menos intervenção ambiental, que encarecem custos e diminuem a competitividade. Mas se alguém quiser por vontade própria dar uma esmolinha para o meio ambiente, será bem aceito.

Como compromisso assumido já não é garantia de compromisso cumprido, sem compromisso então, esperar por iniciativa e consciência própria, países e empresas poluidoras vão fazer inversões necessárias para reverter o quadro climático é acreditar em papai-noel, mula-sem-cabeça e que o bem vencerá o dinheiro.

EUA E China, os dois principais concorrentes agentes econômicos e poluidores mundiais saem de Copenhage livres leves e soltos. Mas é interessante frisar uma coisa: os EUA (sr.Obama) foram para a Conferência, que tem como proposta central um acordo coletivo de controle de poluentes, com a posição de que não vão se sujeitar a aceitar metas estipuladas por outrem. Então por quê foram lá? Foram fazer o quê lá, desmobilizar, usar seu peso pra jogar contra o planeta? Apresentar uma proposta micada e não se dispor a negociar é o cúmulo.

Tomar uma posição tão esdrúxula e pedante como essa, ficasse em casa e mandasse o mordomo dar o recado. Seu Obama, sua popularidade em seu país e no mundo está como o meio ambiente. Em decadência.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Borrachada pelo clima em Copenhage

Em poucos dias da conferência sobre o clima em Copenhage, na Dinamarca, quase mil e quinhentas pessoas foram detidas. Acho que tem mais gente indo conhecer os DPs, o “mocó dos mano”de lá, que participar da conferência.


Como os costumes são diferentes, não adianta pedir emprestado o celular que eles não vão entender. Não é por não entender o português ou o inglês, mas porque celular na cadeia só no Brasil mesmo.

Poderiam lançar a camiseta: “Copenhage, Eu estive preso lá!”

No primeiro mundo até xilindró é chique, nestes dias de evento internacional pode rolar um intercâmbio cultural com oenegês antiglobalização, anarquistas, anticapitalistas etc, e tudo dentro da mesma cela.

Outra coisa é poder experimentar a borrachada dinamarquesa, compará-las com os rústicos cacetetes nacionais. O camburão, a algema, e o gás lacrimogêneo, será que tem fragrâncias igual banheiro de shopping, ou será que lá também só tem a única variação “pimenta”, que existe por aqui? Ir até lá cheirar o velho gás lacrimogêneo ou pimenta que tem aqui não tem graça. O legal é conhecer novidade.

Como será ganhar um ematoma no primeiro mundo? Será que lá tem o tal do “exame de corpo delito”? E o desacato? Quem sabe a mulherada goste do desacato de um policial corpulento, de olhos claros, xingando em dinamarquês. Instiga o fetiche feminino de um belo tipo uniformizado, fardado... Vi pela televisão uma policial durante um confronto, era enorme, corpulenta, loira, brava que só cão. Pensei comigo: “tadim di eu, alí no meio, na mão dessa mulher.” Pelo menos o “pé na orêia” ajuda a compensar o frio que é intenso.

Talvez o maior problema seria você acabar passando muito tempo como um guerreiro escandinavo detido no país nórdico, preocupado com mudança climática, fundo global, corte na emissão de poluentes, pum de vaca, etc, e quando retornasse à terrinha, descobrisse que tua mulher te botou um chapéu de viking.

_Voltei chifrudo e de saco cheio!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nem me viu.

Tem gente que não gosta de aparecer. Mantém-se discreta, imperceptível, ninguém nota.


Um moleque passou seis meses na barriga da mãe, uma atleta clilena, que por um intercâmbio estava num clube em São Paulo, resolveu nascer no Brasil. De uma hora pra outra a esportista virou mãe.

Fica a pergunta: como uma mulher há seis meses sem menstruar e com todas as mudanças no organismo pode não saber ou não perceber uma gravidez? Isso levando em conta a palavra da levantadora de peso que alega não saber que estava grávida.

Deve ser muito estranho num dia a pessoa treina, faz suas atividades, cumpre sua rotina, e no outro, se torna mãe, praticamente “sem” gravidez, sem pré-natal, sem nenhum exame nem acompanhamento, como se tivesse literalmente “ganhado” uma criança.

Pelo jeito, tem pai que também não sabia que seria pai. O cara saber que sua namorada ou amante engravidou pode ser uma barra. De um dia pro outro descobrir que seu filho já nasceu, sem ao menos saber que havia sido encomendado é de deixar qualquer um de queixo caido.

O moleque que passou meses escondido, sem dar sinal de vida, virou celebridade. Está estampado nas manchetes dos meios de comunicação do mundo todo.

Foi o gado!



Só o gado tem "escapamento"
A preocupação com o meio ambiente e a poluição tem levado ao apontamento de, desde matrizes energéticas à práticas utilizadas na produção de bens, serviços e costumes domésticos ao banco dos réus. Nada nem ninguém está livre de ser acusado de ser um agente poluidor, um criminoso ambiental.


De uns anos pra cá, descobriram que os vegetais ao serem processados pelos intestinos libera gás metano, um dos principais causadores do “efeito estufa”, causador do “aquecimento global”, e a eliminação desse gás pelos animais é conhecido como flatulência.

Por incrivel que pareça, o Brasil é tido como um grande poluidor nesse quesito. Mas como nosso costume é sempre botar a culpa nos outros, já acharam um culpado:  o gado bovino!

Coitada da pobre vaquinha e do pobre boizinho, que pastando entretido em sua sagrada alimentação, ignoram que estão sendo acusados de um crime ambiental que caminha para se tornar hediondo. Quem será que mediu, que quantificou a liberação de “gazes bovinos”? Não tinha outra coisa pra fazer, não?!

O problema é que a gente anda por aí pela cidade, passando maus bocados e não vê um bovino por perto, não s'escuta um mugido. Principalmente – mas não só – em ambientes fechados.

É no trabalho, na rua, no shopping, na feira, no elevador... em todo lugar percebe-se que a emissão e concentração de gás metano na atmosfera as vezes está em nível crítico. Pelamordedeus! Feliz de quem é cego do nariz.

Dá vontade de perguntar aos presentes: "foi o gado?"

Falta uma campanha no rádio, jornais, internet e televisão: “peidar é um ato anti-ecológico. Contribui com o efeito estuva, o aquecimento global.”

Se continuar assim, a composição da atmosfera terrestre deve se aproximar das de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, ricas em metano. Acho que por isso não há uma alma viva por lá, foi todo mundo embora. Podemos dizer que nesses planetas, há uma “pummosfera”(atmosfera de pum”), ou “peidosfera”. Talvez botem a culpa nos deuses romanos.

A terra não é território de nenhuma divindade romana, mas precisa?

Chegando o fim de ano, época de festas, bebedeiras, muita comilança, os intestinos devem trabalhar dobrado. A luta contra os gazes do efeito estufa sofre um revés. Haja sal-de-fruta e sonrisal. A emissão de gás metano deve se intensificar junto com as desculpas: "foi o gado!"

_Muuu!