domingo, 3 de maio de 2009
A campanha está nas ruas.
A ministra Dilma “mãe do PAC” Rousseff, já está em campanha,todo dia está fazendo discurso aqui e ali, o PT, está em campanha, Serra e Aécio, nessa conversa de prévia, arrumaram um jeito de manterem seus nomes na mídia, que se pode dizer – apesar deles negarem – que estão em campanha.
Isso pra falar apenas na disputa presidencial. Nos Estados já tem candidatos com as mangas arregaçadas em palanque, e as conspirações e conchavos dominam a cena política. Tudo o que se faz, fala, inaugura ou critica, é com os olhos em 2010.
Com candidatos em palanque e o circo todo armado, só a justiça eleitoral ainda não viu nenhuma campanha, o que me faz lembrar da obra de Saramago “Ensaio sobre a cegueira”.
Deixando de lado a justiça, que é cega – e burra – resolvi entrar no clima. Ainda nesta eleição prometo não sair candidato apesar de reconhecer que mereço. Não sou candidato mas tenho plataforma: “Uma vida de rei às suas custas”, ou “minha mãe nunca andou de avião”, “também quero uma teta”, são algumas das chamadas que estou pensando desenvolver para o caso de um possível pleito junto ao eleitorado.
Se no Brasil não tem terremoto, vulcão, tsunami, temos eleição, que causa um estrago imenso à nação. O problema não está na eleição propriamente, mas numa combinação de políticos, eleitores e legislação, que numa química ímpar, gera um quadro político que é puro fisiologismo, que pela visão nacional, é denominada de “democracia”.
No Congresso Nacional, o calendário destoa do restante do país, a segunda cai na terça e a sexta cai na quinta. Todo final de semana é prolongado, pra não falar do recesso, que muito trabalhador gostaria de ter benefício parecido.
Segue a campanha do blog.
As imagens são melhor visualizadas em tamanho natural. É só dar um clique.
sábado, 2 de maio de 2009
Caumo, tau quau atuau.
Papo de boteco.
Aprendi na escola que o “L” deveria ser pronunciado com a língua no céu da boca. Deveria mas ninguém faz. Até onde sei, apenas no sul se fala assim. É mais um sotaque que a pronúncia correta e corrente. Pode ser correta, mas está muito longe de ser corrente. Já foi carimbado de “arcaico” e guardado na prateleira do museu da língua.
Ninguém fala “almoçar” com a língua lá em cima, e sim “aumoçar” – ou “aumuçá”.
O pessoal das terras austrais do país falam de modo até gostoso de ouvir – gosto de nossa diversidade de maneiras de falar – com o “ele”bem destacado do “u”. 'Foi pego pelos “calllcanhares”.'
O “ele” permanece apenas na escrita, na prática, todo mundo fala “pessoau”, “carnavau”, “caumo”. “Alto” e “auto”, diferenciam-se pelo contexto, porque a pronúncia é simplesmente a mesma: “auto”.
A última reforma ortográfica, que chamei de “supressão ortográfica”, foi mais ou menos nesse sentido de descomplicar. Algum acharam que empobreceu a língua. Talvez, mas com a influência do computador, da comunicação a toque-de-caixa, a influência cada vez maior de outros idiomas, seja uma tendência de simplificar, aparar as arestas, transformando-se em algo próximo da linguagem telegráfica.
Lula: cinismo a seviço do cargo.

O fato do presidente Lula defender a farra dos caras-de-pau no Congresso, torrando dinheiro público dando passagem aérea pros seus apaniguados, não é necessariamente o que ele pensa, mas é uma média com os parlamentares porque depende deles.
Lula ainda teve o cinismo de perguntar se seria crime a mulher do parlamentar andar de avião. Não só deveria ser tratado como crime a mulher, a mãe, o pai, a amante, o cachorro andarem de avião por conta da população, como é – deveria ser – crime o próprio parlamentar torrar passagem de avião pra ficar passeando, resolvendo problemas particulares. Verba pública somente deve ser utilizada no exercício da função.
Continuando no cinismo, o presidente disse que levou muitos sindicalistas pra Brasília pra se reunirem. Mas é esse o diferencial. O parlamentar chamar ou convocar alguém para um esclarecimento, uma palestra, a discussão de um tema polêmico, uma autoridade no assunto , a liderança de um setor que vai contribuir com seu ponto de vista, isso é pertinente, é defensável. Lula tinha mais é que levar sindicalistas, pessoas ligadas aos movimentos populares para fazerem pressão junto aos parlamentares. É exatamente pra isso que havia sido eleito, para utilizar seu mandato no interesse de sua classe, dos trabalhadores, dos que carregam o piano e não têm reconhecimento, aliás, diga-se de passagem, foi um período de planos econômicos e concentração de renda, com perda para os trabalhadores. É perfeitamente cabível um parlamentar ou o parlamento pagar passagem e estadia para alguém que venha a contribuir para uma melhor compreensão de algum assunto em discussão. Não tem problema nenhum, nem causaria nenhuma cobrança por parte da imprensa ou opinião pública.
Agora, se Lula levasse alguém, mesmo um sindicalista pra passear, pra se mostrar, ou pra “comprá-lo”, corrompê-lo, não só deveria responder por isso, como até perder o mandato. É essa a diferença.
É preciso ser bem explicito: verba pública, é somente para interesse público. Lula deu uma de migué, mas sabendo muito bem o que é certo e o que é errado. Disse que a imprensa dá muita importância a um assunto que é banal. “Falam como se fosse novidade uma coisa que é mais velha que a história do Brasil.” Ainda distorceu o assunto dizendo que a imprensa tenta vender uma briga entre a Presidência e o Congresso.” E desdenhou dizendo que iria criar o Dia da Hipocrisia”. Poderia aproveitar e criar também o “dia do Cara-de-pau”. Ele seria um bom patrono de ambas as datas. Os 3 poderes poderiam solenemente decretar feriado nessas datas por honra ao mérito.
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